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Rock News

 

David Bowie, eternamente Rock´n Roll

David Bowie

David Robert Jones - Biografia completa

 

1947–1962: Primeiros anos

 

David Bowie nasceu como David Robert Jones em Brixton, Londres, em 8 de janeiro de 1947. Sua mãe, Margaret Mary "Peggy", era descendente de irlandeses e trabalhava como arrumadeira de cinema, enquanto seu pai, Haywood Stenton "John" Jones, era oficial de promoções da Barnardo's. A família vivia no número 40 da Stansfield Road, próximo da fronteira das zonas londrinas do sul de Brixton e Stockwell. Um vizinho lembrou que Londres na década de quarenta era o pior lugar possível, e o pior lugar possível para uma criança nascer. Bowie freqüentou a Stockwell Infants School até seus seis anos de idade, adquirindo reputação de garoto com talento para cantar e, principalmente, gritar. Mudando-se em 1953 para um subúrbio próximo, em Bromley, a família o enviou à Burnt Ash Junior School. Sua voz foi considerada "adequada" no coral da escola, onde ele demonstrou uma capacidade musical acima da média. Aos nove anos de idade, foi introduzido ao método educativo de escutar sons e dançar, e sua dança agradou os professores, que a achavam "vividamente artística" e sua postura "surpreendente" para uma criança. Neste mesmo ano, seu interesse pela música cresceu quando o pai trouxe para casa discos de vinis de uma coleção americana com músicas cantadas por Frankie Lymon and the Teenagers, The Platters, Fats Domino, Elvis Presley e Little Richard. Ao ouvir Richard cantar "Tutti Frutti", Bowie diria mais tarde: "Eu tinha escutado a voz de Deus." Da mesma forma, o impacto de Presley em sua vida também foi enfático: "Eu vi uma prima minha a dançar 'Hound Dog' e eu nunca tinha visto ela se levantar e se mover tanto por nada. Realmente me impressionou, o poder da música. Comecei a procurar discos depois disso." No final do próximo ano, o garoto começou a aprender ukelele e tea-chest bass e a participar em sessões de skiffle com os amigos, além de ter começado a tocar piano; enquanto isso se apresentava para os amigos escoteiros fingindo ser Elvis e Chuck Berry e sua presença no palco era descrita como "fascinante... como alguém de outro planeta."[6] Porém, entrou para a Ravens Wood School assim que viu que suas notas no Burnt Ash Junior não foram boas.

 

Era uma escola técnica incomum, como escreve o biógrafo Christopher Sandford:

 

"Apesar de seu status, a escola era, na época em que David chegou em 1958, rica em rituais misteriosos, como qualquer outra escola pública inglesa. Havia casas, nomeadas em homenagem a estadistas do século XVIII como Pitt e Wilberforce. E tinha um uniforme, e um elaborado sistema de recompensas e punições. Havia também um foco em idiomas, ciências e particularmente desenho, de onde uma atmosfera colegial floresceu sob a tutela de Owen Frampton. No relato de David, Frampton conduzia por força da personalidade, e não pelo intelecto; no entanto, seus colegas no Bromley Tech não eram famosos por nenhum dos dois, e renderam, aos alunos mais brilhantes em artes da escola, um regime tão liberal que Frampton encorajou o seu próprio filho, Peter, a prosseguir numa carreira musical com David, parceria brevemente intacta trinta anos mais tarde."

 

Bowie estudou arte, música e desenho, incluindo layout e typsetting. Depois de Terry Burns, seu meio-irmão por parte de mãe, apresentá-lo ao jazz moderno, o seu entusiasmo por instrumentistas como Charles Mingus e John Coltrane levou sua mãe a lhe dar um saxofone alto em 1961; não demorou para que o garoto recebesse aulas de um músico local. Em 1962, metido numa briga por conta de uma garota, recebeu um ferimento grave na escola, quando o amigo George Underwood lhe deu um forte soco no olho esquerdo usando um grande anel no dedo. Os médicos temiam que ele viesse a perder parcialmente a visão; foi forçado a ficar fora da escola para uma série de operações durante uma internação de quatro meses. O dano não pôde ser totalmente reparado — deixando-o com a percepção deficiente e com a pupila permanentemente dilatada (tempos depois isso tornaria-se a marca pessoal do artista, que embora tenha os dois olhos azuis, aparenta ter um olho de cada cor, fenômeno conhecido como heterocromia. Alguns acreditavam que seu olho fosse de vidro mas na realidade o problema em seu olho é designado anisocoria que, no seu caso, lhe deixou permanentemente a pupila esquerda dilatada). Apesar da briga violenta, Underwood e Bowie continuaram amigos, e Underwood passou a cuidar da parte artística dos primeiros álbuns de Bowie.

 

1962–1968: Os Kon-rads e os Riot Squad

 

De seu saxofone de plástico a um instrumento real em 1962, Bowie formou sua primeira banda aos 15 anos de idade. Os Kon-rads tocavam guitarra baseada no rock and roll em reuniões de jovens e em casamentos, e tinham uma formação que variava entre quatro e oito membros, entre eles Underwood. Ao deixar a escola técnica no ano seguinte, Bowie informou a seus pais o seu sonho de tornar-se uma estrela do rock. Não demorou, então, para sua mãe o arranjar um emprego como companheiro de eletricista. Frustrado pelas limitadas aspirações que seus colegas de banda tinham, Bowie deixou a Kon-rads e formou outra banda, os King Bees. Escreveu uma carta a um empresário inglês bem-sucedido, chamado John Bloom, que trabalhava com máquinas de lavar, convidando-o a fazer por nós o que Brian Epstein fez pelos Beatles — e fazer mais um milhão. Bloom não respondeu à oferta, mas encaminhou o convite à Leslie Conn, parceiro de Dick James, que contratou Bowie, fazendo dessa a primeira gestão pessoal do artista. Leslie Conn logo começou a promover o trabalho de David Bowie. O primeiro single do cantor, "Liza Jane", creditado à David Jones e os King Bees, não logrou nenhum sucesso comercial. Desapontado com os King Bees e o repertório blues de Howlin' Wolf e Willie Dixon, Bowie deixou a banda a menos de um mês depois de entrar para a Manish Boys, banda com levada blues, mas que também incorporava elementos do folk e soul: "Eu costumava sonhar em ser o Mick Jagger deles", recordaria Bowie anos mais tarde. "I Pity the Fool" não teve maior sucesso que "Liza Jane", e não demorou para que Bowie muda-se novamente de grupo, dessa vez entrando para o Lower Third, trio de blues fortemente influenciado pelo The Who. "You've Got a Habit of Leaving" não se saíu melhor, e marcou o fim do contrato com Conn. Declarando que iria deixar o mundo pop "para estudar mímica no Sadler's Wells", Bowie, no entanto, permaneceu no Lower Third. Seu novo empresário, Ralph Horton, seria uma figura importante em sua transição para artista solo mais tarde, e também o apoiou quando David mudou-se para outro grupo, o Buzz, cuja canção "Do Anything You Say" foi um verdadeiro fracasso. Enquanto era contratado por Buzz, Bowie entrou em 1967 para a Riot Squad; as gravações desse novo grupo, que incluíam músicas escritas por Bowie e covers do Velvet Underground, não foram nunca lançadas. Ken Pitt, introduzido por Horton, passou a ser então o novo empresário de Bowie. Insatisfeito com seu nome artístico, na época Davy (e Davie) Jones, que em meados da década de 1960 permitia confusão com o ator Davy Jones do The Monkees, o jovem músico renomeou seu nome artístico baseado no sobrenome de um americano do século XIX chamado Jim Bowie e também à faca que ele popularizou. Seu nome também pode ser uma referência ao personagem David Bowman de 2001: A Space Odyssey, famoso filme que inspirou a canção Space Oddity. Seu single "The Laughing Gnome", lançado em abril de 1967, utilizava os vocais acelerados à estilo do The Chipmunks, mas não logrou sucesso comercial. David Bowie, seu álbum de estreia, lançado seis semanas depois, é uma amálgama de pop, folk, psicodelia e music hall, mas teve o mesmo destino de suas tentativas anteriores. O disco foi seu último lançamento por dois anos. Seu fascínio pelo bizarro reforçou-se com o encontro com o dançarino Lindsay Kemp, como disse o próprio Bowie: "Ele vivia em suas emoções, foi uma influência maravilhosa. Sua vida cotidiana era a coisa mais teatral que eu já tinha visto. Era tudo o que eu pensava sobre bohemia. Entrei para o circo." Kemp, por sua vez, lembrou: "Eu não o ensinei a ser um artista mímico, mas a botar para fora o que ele era .... Eu o ativei para liberar o anjo e o demônio que estava em seu interior." Estudando artes dramáticas com Kemp, do teatro avant-garde e da mímica à commedia dell'arte, Bowie ficou imerso na criação de personagens para apresentar ao mundo. Satirizando a vida numa prisão britânica, a canção de 1967 "Over the Wall We Go" tornou-se um single na voz de Paul Nicholas; outra composição de Bowie, chamada "Silly Boy Blue", foi realizada por Billy Fury no ano seguinte. Bowie começou a namorar Hermione Farthingale quando ela foi escalada junto a ele por Kemp para um minueto poético; logo ambos os amantes se mudaram juntos para um apartamento londrino. Tocando violão, ela formou um grupo com Bowie e o baixista John Hutchinson; entre setembro de 1968 e inícios de 1969, quando Bowie e Farthingale rompiam, o trio dava um pequeno número de concertos combinando folk, beat music, poesia e mímica.

 

1969–1973: Do folk psicodélico ao glam rock

 

Por conta da falta de sucesso comercial, Bowie se viu obrigado a tentar a ganhar a vida de formas diferentes. Uma dessas foi gravar um comercial para a empresa de sorvetes Lyons Maid, que, no entanto, foi rejeitado por outro do Kit Kat. Em 1969, foi realizado o filme de 30 minutos Love You till Tuesday, concebido como veículo para promover o cantor com apresentações de seu repertório. Apesar de não ter sido lançado até 1984, as sessões de filmagem em janeiro daquele ano levaram a um sucesso inesperado quando Bowie disse aos produtores: "Esse filme de vocês — Eu tenho uma nova canção para ele." Bowie gravou um demo da canção que daria o seu avanço comercial. "Space Oddity" foi lançada meses depois para coincidir com o primeiro pouso na lua. Rompendo seu namoro com Farthingale logo após o término do filme, Bowie mudou-se com Mary Finnigan como seu inquilino. Nesta época continuava sua divergência do rock and roll e do blues iniciada por seu trabalho com Farthingale e, por isso, juntou forças com ela, com Christina Ostrom e Barrie Jackson para conduzir um clube de folk nas noites de domingo no pub Three Tuns na High Street, em Beckenham. Este logo transformou-se em Beckenham Arts Lab, e ficou extremamente popular. O Beckenham Arts Lab organizou um festival livre num parque local, mais tarde imortalizado por Bowie na canção "Memory of a Free Festival". Realizado em 11 de julho, cinco dias antes do lançamento da Apollo 11, "Space Oddity" ficou em 5º lugar no top do Reino Unido. Seu segundo disco, Space Oddity, realizado em novembro, foi lançado no Reino Unido com o nome de David Bowie, o que causou certa confusão com seu antecessor homônimo, e o lançamento nos EUA foi antecipadamente intitulado Man of Words/Man of Music. À época de seu lançamento, não usufruiu sucesso comercial, mesmo com suas letras filosóficas de um mundo pós-hippie sobre paz, amor e moralidade, e um som de folk rock acústico fortificado pelo rock pesado.

 

Bowie conheceu Angela Barnett em abril de 69. Se casariam dentro de um ano. O impacto da moça sobre ele foi imediato, e o envolvimento dela em sua carreira teve longo alcance, deixando o empresário Kein Pitt em influência limitada. Estabelecido como artista solo após "Space Oddity", sentia falta de algo: "uma banda em tempo livre para apresentações e gravações — pessoas enfim com as quais ele poderia se relacionar pessoalmente. A lacuna se fortaleceu quando teve uma rivalidade artística com Marc Bolan, na época seu guitarrista de estúdio. Mas uma banda foi devidamente montada: John Cambridge, baterista que Bowie conheceu no Arts Lab, foi convivado por Tony Visconti, que tocaria no baixo, e Mick Ronson na guitarra elétrica. Após uma breve e desastrosa manifestação sob o nome de Os Hype, o grupo sofreu nova reconfiguração, agora apresentando Bowie como artista solo. O trabalho inicial do grupo ficou marcado por um desentendimento acalorado entre Bowie e Cambridge sobre o estilo do segundo de tocar bateria; a discussão chegou no ápice quando Bowie soltou: "Você está fudendo meu álbum". Cambridge deixou o grupo e foi substituído por Mick Woodmansey. Pouco tempo depois, ocorreu um ato que resultaria em anos de litígio: Bowie viu-se forçado a pagar indenização a Pitt, e por isso o demitiu, substituindo-o por Tony Defries.

 

As sessões de estúdio resultaram em seu terceiro disco, The Man Who Sold the World (1970), caracterizado pelo som de rock pesado da sua nova banda e que marcou explicitamente um afastamento do violão e do estilo folk estabelecido em Space Oddity. Para promover o álbum nos EUA, a Mercury Records financiou uma turnê de divulgação em que Bowie, entre janeiro e fevereiro de 1971, foi entrevistado por emissoras de rádio e mídia. Explorando sua aparência andrógina, a capa original da versão britânica retrata o cantor com cabelos longos e um vestido: ele o utilizou durante as entrevistas — para a aprovação de críticos, incluindo John Mendelsohn da Rolling Stones que o descreveu da seguinte forma: "deslumbrante, quase desconcertantemente lembra Lauren Bacall", e, nas ruas, a reação das pessoas variava entre o riso e a surpresa, até que um dos pedestres abordou Bowie com um revólver e lhe disse: "beije minha bunda". Durante a viagem, conheceu o trabalho de dois americanos proto-punks que foram seminais e que o levaram a desenvolver o conceito que formaria mais tarde a persona Ziggy Stardust: a fusão da personalidade de Iggy Pop com a música de Lou Reed; ambos elementos o fizeram produzir "o último ídolo pop". Uma amiga recordou seu hábito de "rabiscar notas em guardanapos sobre uma estrela do rock doida, chamada Iggy ou Ziggy", e, retornando à Inglaterra, declarou a intenção de criar uma personagem "que parecesse que havia chegado de Marte.

 

No álbum Hunky Dory (1971), Visconti, seu produtor e baixista, foi substituído de ambos os papéis por Ken Scott e Trevor Bolder, respectivamente. O álbum testemunhou o retorno parcial do cantor de "Space Oddity", com canções como "Kooks", escrito para seu filho, Duncan Zowie Haywood Jones, nascido em 30 de maio. Os pais escolheram seu nome kooky — o menino seria conhecido como Zowie pelos próximos 12 anos — por conta da palavra em grego zoe, vida.[32] Por outro lado, o álbum também explorou temas sérios, e homenageia algumas de suas influências musicais, nas canções "Song for Bob Dylan", "Andy Warhol", e "Queen Bitch" (pastiche do som do Velvet Underground). O disco, contudo, não alcançou sucesso comercial na época.

 

2013–2016: Últimos anos

 

Em 8 de janeiro de 2013 (em seu sexagésimo sexto aniversário), o site oficial de Bowie anunciou um novo projeto, chamado The Next Day. A obra foi lançada em 11 março do mesmo ano em todo o mundo, exceto na Austrália (8 de março) e Estados Unidos (12 de março). Primeiro álbum de David da década, The Next Day conteve catorze faixas e várias canções bônus. Seu portal reconheceu o tamanho do hiato. O produtor Tony Visconti afirmou que 29 músicas foram gravadas para o álbum, e algumas delas apareceriam no disco a ser lançado ainda naquele ano. O anúncio foi seguido pelo lançamento imediato de um single, "Where Are We Now?", escrito e gravado por Bowie em Nova York e produzido por Visconti, seu parceiro profissional de décadas.

 

O clipe de "Where Are We Now?" foi lançado no Vimeo no mesmo dia, com direção de vídeo do artista novaiorquino Tony Oursler. O single entrou nas paradas britânicas do iTunes poucas horas após o lançamento, e debutando na sexta posição da UK Singles Chart sendo o primeiro single do artista no TOP 10 em cerca de vinte anos (último foi "Jump They Say" em 1993). A segunda produção audovisual, "The Stars (Are Out Tonight)", foi lançada em 25 de fevereiro. Dirigida por Floria Sigismondi, foi estrelada por Bowie e Tilda Swinton como um casal. Em 1 de março, o álbum foi disponibilizado no iTunes. The Next Day estreou na primeira posição da UK Albums Chart, melhor posição desde Black Tie White Noise (1993), se tornando o álbum mais vendido de 2013. Em contrapartida, o clipe de "The Next Day" causou controvérsia e chegou a ser removido do YouTube por violar os termos de serviço da plataforma. O vídeo somente voltou ao ar após restringir que somente maiores de 18 anos pudessem acessar.

 

Segundo o The Times, Bowie sempre recusou dar novas entrevistas. Mais tarde, uma exposição chamada "David Bowie Is" foi exibida no Victoria and Albert Museum em Londres. Ao longo de 2013 e 2014, a exposição foi exibida em Toronto, Chicago, Paris, Melbourne, Groningen (Países Baixos), São Paulo e outras cidades. Bowie também participou na música "Reflektor", da banda Arcade Fire. Através de uma pesquisa da BBC History Magazine, em outubro de 2013, Bowie foi eleito como o britânico mais bem vestido da história.

 

Em 2014, foi divulgado o futuro lançamento de uma coletânea, chamada Nothing Has Changed, para novembro. O disco conteve hits dos cinquenta anos de carreira do cantor, incluindo o single inédito de "Sue (Or in a Season of Crime)", acompanhado por outra nova faixa, "'Tis a Pitty She as a Whore". Em maio de 2015, foi anunciado que o single "Let's Dance" seria relançado em um vinil em 16 de julho, juntamente com a exposição "David Bowie is" no Australian Centre for the Moving Image em Melbourne.

 

Em agosto de 2015, foi anunciado que Bowie estaria compondo músicas para um musical da Broadway musical baseado no desenho animado SpongeBob SquarePants. David escreveu e gravou a faixa-título da série de televisão The Last Panthers, que foi ao ar em novembro do mesmo ano. Ainda em novembro, esta música foi lançada como single e videoclipe e faixa-título do álbum Blackstar, cujo lançamento foi programado para janeiro de 2016 e contendo influências do krautrock. Segundo o The Times: "Blackstar pode ser o trabalho mais triste de Bowie".

 

Blackstar foi lançado em 8 de janeiro de 2016, no sexagésimo nono aniversário de Bowie, e recebeu aclamação imediata da crítica. Após a morte de David em 10 de janeiro, o produtor Tony Visconti revelou que Bowie planejou o álbum para ser seu canto do cisne, e um "presente de despedida" para seus fãs antes de morrer. Posteriormente, jornalistas e críticos notaram a morte é tema iminente em várias das letras. A CNN observou que Blackstar "revela um homem de braços abertos com sua própria mortalidade". Visconti afirmou, mais tarde, que David Bowie planejava um álbum pós-Blackstar. O cantor escreveu e gravou demos de cinco novas músicas em suas últimas semanas de vida, sugerindo que Bowie pensava ter mais alguns meses de vida. Na semana de sua morte, as vendas e visualizações de clipes e músicas dispararam. Na Vevo's, Bowie tornou-se o artista mais visualizado em um único dia. Nove álbuns do artista entraram para a UK Top 100 Albums Official Charts chart e trinta singles entraram na UK Top 100 Singles Official Charts chart.

 

Morte

 

Uma mulher põe flores em frente ao apartamento em Nova York, localizado em Lafayette Street, no dia seguinte (11), quando sua morte foi anunciada. Na noite do dia 10 de janeiro, dois dias após o seu sexagésimo nono aniversário e o lançamento do álbum Blackstar, Bowie morreu em seu apartamento em Nova York, vítima de câncer de fígado. O músico foi diagnosticado com a doença dezoito meses antes, mas optou não anunciar seu estado de saúde para o público. O diretor de teatro belga Ivo van Hove, com quem trabalhou no musical Off-Broadway Lazarus, disse que Bowie evitou assistir os ensaios pelo avanço da doença. Hove observou que David estava trabalhando constantemente durante o diagnóstico. Tony Visconti, produtor musical de Bowie, disse: Ele sempre fez o que quis. E ele queria fazer as coisas do jeito dele, e da melhor maneira possível. Sua morte não foi diferente de sua vida - uma obra de Arte. Ele fez Blackstar para nós, é o seu presente final. Eu sabia por um ano que isso aconteceria desse jeito. Não estava, entretanto, preparado. Ele era um homem extraordinário, cheio de amor e vida. Ele sempre estará conosco. Por ora, é apropriado chorar.

 

Após a morte de Bowie, fãs fizeram homenagens e memoriais. Foram distribuídas flores em um mural de Brixton, sul de Londres, onde o cantor nasceu. A fotografia da capa do álbum Aladdin Sane serviu de ilustração, enquanto fãs cantavam suas músicas. Outras homenagens ocorreram em Nova York, Los Angeles e Berlim. Bowie foi cremado em Nova York.

 

Carreira como ator

 

O biógrafo David Buckley escreve: "A essência da contribuição de Bowie à música popular se deve por sua notável capacidade de analisar e selecionar as ideias que estão de fora do mainstream — da arte, literatura, teatro e cinema — e trazê-los para dentro, de modo que o pop é constantemente alterado." Buckley ainda escreve: "Só uma pessoa levou o glam rock a novas alturas rarefeitas e inventou personagens no pop, casando teatro e música popular num todo poderoso."A carreira de Bowie tem sido marcada por vários papéis em produções de cinema e teatro, o que valeu prestígio e independência como ator e alguns elogios por suas atuações.

 

Sua carreira como ator começa antes de seu avanço comercial como músico. Estudante teatro de avant-garde e mímica com Lindsay Kemp, interpretou o papel de Cloud na produção teatral de 1967 de Kemp chamada Pierrot in Turquoise (posteriormente transformada no filme televisivo de 1970 The Looking Glass Murders). No filme The Image em branco e preto (1969), interpretou um menino fantasma que surge da pintura de um artista envolvido em problemas, para assombrar seu criador. No mesmo, fez uma breve aparição na adaptação do romance The Virgin Soldiers (1966) de Leslie Thomas. Em 1976, ganhou elogios por seu primeiro papel principal num grande filme, retratando Thomas Jerome Newton, um alienígena de um planeta moribundo, em The Man Who Fell to Earth, dirigido por Nic Roeg. Também interpretou o papel principal em Just a Gigolo de 1979, co-produção anglo-alemã dirigida por David Hemmings, em que é Paul von Pryzgodski, um oficial prussiano a retornar da Primeira Guerra Mundial, que é descoberto por uma Baronesa (Marlene Dietrich) que o convida a seu bordel de gigolô.

 

Entre 1980 e 1981, fez o papel principal de O Homem Elefante, produção tetral da Broadway em que recebeu elogios por uma atuação expressiva. Em Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, filme biográfico de 1981 focando a dependência por drogas de uma jovem na Berlim ocidental, Bowie fez uma aparição como ele mesmo em um concerto na Alemanha. A trilha sonora do filme, Christiane F., traz algumas das canções dos álbuns da Trilogia de Berlim. Em 1983, estreou The Hunger/Fome de Viver, filme de vampiros revisionista, com Catherine Deneuve e Susan Sarandon. Em Merry Christmas, Mr. Lawrence, do mesmo ano, dirigido por Nagisa Oshima e baseado no romance The Seed and the Sower de Laurens van der Post, Bowie representou o Major Jack Celliers, prisioneiro de guerra num campo de internamento japonês. Ryuichi Sakamoto, que também era músico, atuou como o comandante do campo que começa a se prejudicar pelos comportamentos bizarros de Celliers. Participou de uma cena do Yellowbeard de 1983, comédia sobre piratas criada pelo Monty Python, e em 1985 representou Colin, assassino de aluguel no filme Into the Night. Recusou retratar o vilão Max Zorin no filme 007 Na Mira Dos Assassinos/007 - Alvo Em Movimento do mesmo ano. Absolute Beginners (1986), musical de rock baseado no romance de Colin MacInnes de 1959 sobre a vida londrina, trazia música de Bowie mas lhe presenteou um papel de qualidade inferior. No mesmo ano, interpretou o andrógino Jareth, rei dos goblins, no filme Labirinto - A Magia do Tempo de Jim Henson. Dois anos depois interpretou Pôncio Pilatos no filme A Última Tentação de Cristo de Martin Scorsese, em 1988. Em 1991, no The Linguini Incident, atuou como um descontente empregado de um restaurante que é o antagonista de Rosanna Arquette. No ano seguinte, foi o misterioso agente do FBI Phillip Jeffries em Twin Peaks - Os últimos dias de Laura Palmer (1992) de David Lynch. Retratou Andy Warhol, figura do qual havia conhecido na década de 70, no filme Basquiat, filme da biografia de Jean-Michel Basquiat, dirigido por Julian Schnabel. Co-estrelou no filme Il Mio West de Giovanni Veronesi em 1998 (lançado como Gunslinger's Revenge em 2005) como o pistoleiro mais temido da região. Em 1999, interpretou o velho gangster Bernie em Everybody Loves Sunshine de Andrew Goth e fez uma breve aparição na série de horror televisiva The Hunger. Em Mr. Rice's Secret (2000), retratou o papel principal como vizinho de um doente terminal de doze anos de idade e, no ano seguinte, apareceu como si mesmo em Zoolander junto a outras personalidades famosas.

 

Em 2006, retratou Nikola Tesla, físico pioneiro na corrente alternada, no filme O Grande Truque/O Terceiro Passo co-estrelado por Christian Bale e Hugh Jackman, dirigido por Christopher Nolan e baseado no romance epistolar de Christopher Priest sobre a rivalidade entre dois mágicos no início do século XX. No mesmo ano, emprestou sua voz ao poderoso vilão Maltazard na animação Arthur e os Minimoys e também para o personagem Lord Royal Highness do desenho animado Bob Esponja: Calça Quadrada. No filme de 2008 August, dirigido por Austin Chick, Bowie atuou como coadjuvante no papel de Ogilvie, ao lado de Josh Hartnett e Rip Torn, no qual ele já havia trabalhado anteriormente em 1976 em The Man Who Fell to Earth.

 

Orientação sexual

 

O biógrafo David Buckley escreve: "Se Ziggy confundia tanto seu criador quando sua audiência, grande parte dessa confusão se centrou sobre sexualidade." Bowie se declarou bissexual numa entrevista para a Melody Maker em janeiro de 1972, momento em que coincide com suas primeiras tentativas de divulgar a primeira turnê de sua persona. Em 1976, numa entrevista para a Playboy, Bowie declarou: "É verdade — sou bissexual. Mas não posso negar que eu sei disso muito bem. Acho que é a melhor coisa que já me aconteceu.

 

Bowie e sua esposa Iman

 

No entanto, numa entrevista em 1983 para a Rolling Stones, Bowie voltou atrás e disse que sua declaração pública de bissexualidade tinha sido "o maior erro que já cometi", e, mais tarde, em outras ocasiões, afirmou que seu interesse pela cultura gay e bissexual derivava apenas de seus sentimentos e interesses na época; como escreve Buckley, Bowie nutria mais uma "compulsão pelo desrespeito aos códigos morais do que um verdadeiro estado biológico e psicológico de ser".

 

Perguntado em 2002 pela Blender se ele ainda acreditava que sua declaração pública de bissexualidade era seu maior erro, respondeu:

 

Interessante. Acho que não foi um grande erro na Europa, mas isso provocou muitas dores de cabeça nos Estados Unidos. Não tive nenhum problema com as pessoas que sabiam que eu era bissexual. Mas eu não tinha inclinação de levantar nenhuma bandeira ou ser representante de qualquer grupo. Eu sabia o que queria ser: compositor e intérprete, e sentia que a marca de bissexualidade me acompanhava há muito tempo. Os Estados Unidos são um lugar muito puritano e ele estava no meu caminho, em grande parte daquilo que eu queria fazer. A visão de Buckley é a de que Bowie foi um músico preocupado em quebrar tabus, e escreve: "talvez seja verdade que Bowie nunca foi gay, e nem sempre foi um bissexual ativo... o que ele fez, de vez em quando, foi experimentar, de tempos em tempos, mesmo que sob o intuito de curiosidade e ingenuidade e de ser transgressivo, antinormativo." O biógrafo Christopher Sandford, por sua vez, escreve que, de acordo com Mary Finnigan, com quem Bowie teve um caso em 1969, o cantor e sua primeira esposa Angie "viviam num mundo de fantasia e eles criaram sua fantasia bissexual." Sandford também comenta que o músico gostava de contar uma piada que ambos se conheceram enquanto "comiam o mesmo sujeito" e afirma: "o sexo gay sempre foi uma questão anedótica e engraçada. É evidente que os gostos atuais de Bowie oscilaram para o outro lado se se notar o número de casos que teve com mulheres.

 

Na recente biografia David Bowie - A Biografia, escrita por Marc Spitz, lançada originalmente em 2009 e em 2010 no Brasil, o biógrafo revela que, em sua adolescência, Bowie teve muitas experiências homossexuais (e cita uma frase que o cantor disse na entrevista de 76 da Playboy: "Quando fiz 14 anos, o sexo, de repente, se tornou relevante. Não importava realmente com quem ou como era, contanto que fosse uma experiência sexual. Não era difícil levar algum cara bonitinho da classe para casa e transar com ele"), mas o biógrafo também reforça que suas declarações públicas não tinham outro intuito a não ser chamar a atenção para sua música e fazer marketing.

 

A influência de David Bowie é imensa, musical e socialmente. Suas canções e as apresentações inovadoras trouxeram uma nova dimensão para a música popular do começo da década de 70, influenciando fortemente tanto suas formas imediatas como seu desenvolvimento posterior. Pioneiro do glam rock, de acordo com vários críticos Bowie criou o gênero ao lado de Marc Bolan. O biógrafo David Buckley considera que, nessa época, ele surgiu como a última estrela pop de todos os tempos e que nenhuma outra veio a existir após dele; sua produção musical durante a década criou um dos maiores cultos da cultura pop. De acordo com diversos autores, por exemplo, ao incorporar personas andróginas como Ziggy Stardust e Aladdin Sane na era do glam rock nos anos 70, Bowie recriou uma classe adolescente independente na época e também auxiliou movimentos como a libertação gay.[215] [216] Nessa era, sua postura ajudou a criar novas modas e jeitos de se vestir nas cenas de rock e música, apresentando roupas que ainda interessam as pessoas de hoje em dia.

 

Musicalmente, Bowie também tem sido muito influente. The Man Who Sold the World (1970), por exemplo, influenciou elementos do goth rock, darkwave e da ficção científica de bandas como Siouxsie and the Banshees, The Cure, Gary Numan, John Foxx e Nine Inch Nails. Kurt Cobain do Nirvana colocou essa álbum em 45º lugar na sua lista de 50 discos favoritos. Em 1993, o grupo grunge regravou sua faixa-título em seu MTV Unplugged in New York. Após a era do glam rock, Bowie lançou álbuns como Diamond Dogs (1974), cujo som pesado e temática de caos urbano antecipava a revolução punk de bandas como The Germs e Sex Pistols que tomariam espaço nos anos finais da década de 70. Ao mesmo tempo, por inspirar os primeiros artistas do movimento, Bowie tornou-se "uma das influências mais seminais do punk", nas palavras do biógrafo Michael Campbell. David Buckley escreve: "Numa época em que o punk rock reclamava de uma canção de três minutos num concerto de desafio público, Bowie quase que completamente já havia abandonado a instrumentação tradicional do rock."Mesmo após essa revolução sua obra inspirou outros. Em 1976, o valorizado Station to Station exerceu enorme influência no pós-punk, principalmente na Magazine. No ano seguinte, "Heroes" (1977) da 'Trilogia de Berlim' serviu de base para John Lennon e Yoko Ono produzirem seu último álbum juntos, Double Fantasy (1980).

 

Sua carreira na década seguinte, especialmente a canção "Ashes to Ashes" e seu vídeo clipe, providenciou as bases para um novo movimento musical da época, chamado New Romantic, influenciando artistas como Blitz Kids, Keanan Duffty, e Steve Strange. De fato, diversos críticos têm escrito que tal canção era considerada o hino dos músicos do New Romantic. Em 1986, Joey Santiago introduzia a música de Bowie e bandas de punk rock a Black Francis, e assim nascia o Pixies.

 

A influência de David Bowie continua nos dias de hoje, mesmo em artistas de diversos gêneros e países. Podemos citar Mark Ronson, Brandon Flowers (do The Killers),Paul Weller, Marilyn Manson (Bowie é a maior influência deles), Boy George, Groove Armada, Spacehog, Neïmo, Arckid, Stacey Q, Buck-Tick,Lady Gaga, e muitos outros. Em 2010, Bono Vox do U2 declarou: "O que Elvis foi para os Estados Unidos, Bowie foi para a Inglaterra e Irlanda. Uma completa mudança de consciência".

 

Thomas Forget certa vez escreveu: "Por ter se sucedido em vários estilos musicais diferentes, é quase impossível encontrar um artista popular hoje em dia que não tenha sido influenciado por David Bowie." Além disso, certos críticos também escrevem que David Bowie legou determinada sofisticação à música rock e sua obra tem sido constantemente considerada como de profunda qualidade intelectual.

 

Prêmios e reconhecimento

 

O sucesso de 1969 "Space Oddity" levou-o a receber um Ivor Novello especial por sua originalidade. Por sua atuação no filme de ficção científica The Man Who Fell to Earth de 1976 ele ganhou um Prêmio Saturn de Melhor Ator. Nas décadas seguintes, foi agraciado com diversos prêmios especializados em música por suas canções e seus vídeo clipes recebendo, entre outros, dois Grammy Award e dois Brit Awards.

 

Em 1999, Bowie foi convidado a ser Comandante da Ordre des Arts et des Lettres do governo da França. No mesmo ano, recebeu um doutorado honorário da Berklee College of Music. Em 2000, recusou a condecoração de Ordem do Império Britânico e, em 2003, recusou tornar-se Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, declarando: "Nunca tive a intenção de aceitar algo como isso. Realmente não sei para que serve. Não foi para isso que passei minha vida trabalhando.

 

Ao longo de sua carreira, Bowie já vendeu um estimado de 136 milhões de álbuns. No Reino Unido, já foi classificado com 9 discos de platina, 11 de ouro e 8 de prata e, nos Estados Unidos, 5 discos de platina e 7 de ouro. Em 2002, numa pesquisa popular da BBC chamada 100 Greatest Britons ("Os 100 Maiores Britânicos"), ficou em 29º lugar. Em 2004, a revista Rolling Stones, consultando críticos e especialistas na área musical, classificou-o na 39ª posição em sua lista de 100 Maiores Artistas do Rock de Todos os Tempos, e na 23ª posição na lista de melhores cantores de todos os tempos.

 

Bowie entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 17 de janeiro de 1996.

 

Fica aqui nossa homegem à David Robert Jones "David Bwie".

 

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David Bowie
David Bowie um ícone do Rock´n Roll.

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